Aplicação do artigo 489 do NCPC, nas sentenças trabalhistas:
Em vigor a lei 13.105/15, de 18 de março de 2016. O Novo Código de Processo Civil - NCPC, lei que inova o processo civil brasileiro, aperfeiçoa alguns institutos e transforma em lei vários entendimentos, já pacificados pelos tribunais de todo o país - Brasil.
Vamos retratar as mudanças radicais trazidas pelo NCPC, no que tange sua aplicação do artigo 489, do NCPC nas sentenças trabalhista, também sua compatibilidade com os procedimentos e princípios trabalhistas, ao processo do trabalho.
Assim, dessa forma elencado no artigo 489, do NCPC, nós é obvio que o objetivo do legislador é promover a necessidade de fundamentação exauriente, no discurso de justificação da DECISÃO! Estudamos em diversas teorias, com distintos autores que a FUNDAMENTAÇÃO é o que justifica a conclusão constitucionalmente e entretanto jurídica.
Fundamentar a decisão é algo essencial na construção de um Estado Democrático de Direito. Visualizamos, que é preciso que o judiciário mostre que as decisões são juridicamente corretas.
“Art. 489. São elementos essenciais da sentença:
I - o relatório, que conterá os nomes das partes, a identificação do caso, com a suma do pedido e da contestação, e o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo;
II - os fundamentos, em que o juiz analisará as questões de fato e de direito;
III - o dispositivo, em que o juiz resolverá as questões principais que as partes lhe submeterem.
§ 1º - Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que:
I - se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida;
II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua incidência no caso;
III - invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão;
IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador;
V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos;
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento.
§ 2º - No caso de colisão entre normas, o juiz deve justificar o objeto e os critérios gerais da ponderação efetuada, enunciando as razões que autorizam a interferência na norma afastada e as premissas fáticas que fundamentam a conclusão.
§ 3º - A decisão judicial deve ser interpretada a partir da conjugação de todos os seus elementos e em conformidade com o princípio da boa-fé.”
Embora a CLT traga suas alterações, está é a mais importante no ponto de vista desta mera estudante de direito e autora desta resenha. Aprendemos que com a aplicação do artigo 489, do NCPC nas sentenças trabalhista, o juiz tem o dever de examinar todos os requisitos contido no citado instrumento recursal.
As mudanças advindas do Código de Processo Civil de 2015 é a constante de seu art. 489. Enquanto no caput do dispositivo são listados os elementos essenciais da sentença, quais sejam o relatório, os fundamentos e o dispositivo, o parágrafo 1º da norma traz, em seus incisos, rol de hipóteses em que as decisões judiciais (sentenças, decisões interlocutórias ou acórdãos) não serão consideradas devidamente fundamentadas, impondo ao julgador uma série de restrições quanto à elaboração das decisões.
S
eguindo o parágrafo 1º do dispositivo, que introduz tema antes não presente no ordenamento jurídico pátrio, ao listar situações em que as decisões judiciais (todas elas e não só as sentenças, como estabelecido pelo caput) deixarão de ser consideradas como fundamentadas, estabelecendo um rol proibitivo aos julgadores. É sobre tal ponto da regra legal, então, que contrastam os argumentos sobre sua aplicação no âmbito do Direito.
Entre tais restrições estão o emprego de conceitos jurídicos indeterminados, a invocação de precedentes ou súmulas de maneira descontextualizada com o caso a ser julgado e, provavelmente a mais polêmica delas, a prevista no inciso IV da referida norma, que considera não fundamentada a decisão judicial que deixar de enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo, capazes de influenciar a conclusão adotada pelo julgador. Passaria a ser um requisito da sentença judicial, desse modo, a fundamentação exauriente (ou exaustiva), sendo sua ausência capaz de acarretar a nulidade da decisão.
Polemicas, a parte, de outro lado, estudiosos do Direito Processual do Trabalho e magistrados, representados por diversas entidades de classe, manifestaram-se de forma contrária à inovação legislativa, que enunciaria uma “utopia totalitária e esquizofrênica”, totalmente distante da realidade dos magistrados e que impossibilitaria a “desejada eficiência jurisdicional”, declara o site: www.migalhas.com.br.
De fato, as reações à sanção do texto final do NCPC foram imediatas. Alguns estudiosos defende que o artigo 489 do NCPC, está em plena consonância com um ordenamento jurídico democrático, em que se dá concretude aos princípios constitucionais da motivação e do contraditório e, portanto, devem ser aplicável ao processo do trabalho.
Respeitado jurista, professor e magistrado trabalhista, Freitas Câmera, afirma que tais regras de proteção ao trabalhador surgiram em resposta ao capitalismo, que gerou a exploração de milhares de trabalhadores ao redor do mundo, como forma de combater a regulação liberal existente até então no conflito entre capital e trabalho.
Este contexto surgiu da ideia, de uma linha histórica, muito antiga advinda do capitalismo. Dentro dessa sistemática de atualização e normatização das relações sociais, dos novos fatos jurídicos, deparamo-nos frequentemente com novas leis, cabe aqui a ressalva de que temos uma atividade extremamente intensa o que é alvo de muitas críticas, e com menos frequência, porém com maior interesse, visto que seu impacto é de amplitude incomparável, entra em vigor um novo Código Brasileiro.
Segundo o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Alexandre Freitas Câmera. “Todos devemos pensar em boa-fé, especialmente pensar em cooperação”, assim como diz o artigo 6º do NCPC.
“Art. 6º, do NCPC. Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva”.
Em fim, essa equação que equilibra o sistema, que é o pilar da justiça, possibilitando aos princípios constitucionais irradiarem-se entre se, limitando-se mutuamente num eterno contrabalancear, depende de um Código de Processo Civil capaz de desafiar as novas necessidades sociais, decorrentes da evolução natural das relações humanas, e efetivar os direitos constitucionalmente consagrados, e contemporaneamente tão urgentes.
Com a aplicação do artigo 489, do NCPC nas sentenças trabalhista, devemos pensar em boa-fé, entender que estamos em busca de uma instrumentalidade cada dia mais eficiente para o processo do trabalho, no intuito de tutelar com mais efetividade, ao comando do principio da proteção, da celeridade, da norma mais benéfica, em compreensão sistêmica do ordenamento jurídico.
Para terminarmos; os Tribunais devem observar sua íntegra e coerência, como já qualificado no artigo 926, do NCPC. Não pode se furtar o magistrado a lançar mão dos mecanismos mais adequados para alcançar a justiça, compreendida dentro da lógica do Direito do Trabalho, aplicando-se o NCPC, ante a omissão da Consolidação das Leis do Trabalho, compreendendo-se assim como as lacunas normativas, ontológicas e axiológicas, desde que aja compatibilidade entre as normas, os princípios democraticamente, constitucionalmente dentro do processo do trabalho.
Considerações finais:
A Reforma Trabalhista não cumpriu a promessa de gerar empregos. Segundo o IBGE, o crescimento foi mínimo. Quem se beneficiou com a Reforma foram os empresários. É preciso encarar de frente os problemas do nosso país e não penalizar quem já sofre tanto no Brasil.
ROSIENY TOMAZ
Jornalista e Advogada
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
quinta-feira, 21 de julho de 2016
A triste realidade da Olimpíada Rio 2016
Hoje dia 21 de Julho, foi lançado o especial transmídia que revela um lado esquecido das Olimpíadas - o que aconteceu com os milhares de removidos no Rio, depois de serem reassentados:
www.apublica.org/100
O especial traz os depoimentos de 62 famílias, em entrevistas em áudio e vídeo. Elas podem ser livremente usadas e citadas por jornalistas de todo o Brasil, pois contam nas suas próprias palavras o que aconteceu.
É a mais extensa base de dados sobre as remoções olímpicas.
Fiquem a vontade para usar e indicar para jornalistas, pesquisadores, ativistas!! Também conheça o site 100, o maior levantamento sobre remoções da Olimpíada 2016 www.apublica.org/100
> > >
O *projeto 100* é uma verdadeira maratona jornalística.
Produzida pela Agência Pública de Jornalismo Investigativo, esta reportagem especial multimídia busca investigar o que aconteceu após as remoções causadas pelas grandes obras construídas para a Olimpíada de 2016.
Foram ouvidas 100 famílias, uma amostra significativa do total (cerca de 4%). Neste site especial, elas contam o que viveram em vídeo e áudio, nas suas próprias palavras.
Trata-se do mais extenso levantamento já feito com essas vítimas de remoção, de interesse para pesquisadores, jornalistas, gestores de políticas públicas e qualquer um que queira ouvir seus relatos. Uma base de dados viva, e interativa. Não existe nada igual no Brasil.
Seja bem-vindo, e boa navegação! www.apublica.org/100 ---------------------
Fonte: *Natalia Viana* co-diretora, Agência Pública
apublica.org
+55 11 95487-4550 /
+ 5511 99186-7650 (whAtsapp)
+ 55 21 2051-5500
Jornalismo,
Se é matéria, tem lide
Se tem lide, tem título
-- Especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, pela Faculdade de Informação e Comunicação FIC – UFG
Jornalista SRTE/GO 3196
Twitter: ROSIENY_TOMAZ
Skype: rosieny@brturbo.com
O especial traz os depoimentos de 62 famílias, em entrevistas em áudio e vídeo. Elas podem ser livremente usadas e citadas por jornalistas de todo o Brasil, pois contam nas suas próprias palavras o que aconteceu.
É a mais extensa base de dados sobre as remoções olímpicas.
Fiquem a vontade para usar e indicar para jornalistas, pesquisadores, ativistas!! Também conheça o site 100, o maior levantamento sobre remoções da Olimpíada 2016 www.apublica.org/100
> > >
O *projeto 100* é uma verdadeira maratona jornalística.
Produzida pela Agência Pública de Jornalismo Investigativo, esta reportagem especial multimídia busca investigar o que aconteceu após as remoções causadas pelas grandes obras construídas para a Olimpíada de 2016.
Foram ouvidas 100 famílias, uma amostra significativa do total (cerca de 4%). Neste site especial, elas contam o que viveram em vídeo e áudio, nas suas próprias palavras.
Trata-se do mais extenso levantamento já feito com essas vítimas de remoção, de interesse para pesquisadores, jornalistas, gestores de políticas públicas e qualquer um que queira ouvir seus relatos. Uma base de dados viva, e interativa. Não existe nada igual no Brasil.
Seja bem-vindo, e boa navegação! www.apublica.org/100 ---------------------
Fonte: *Natalia Viana* co-diretora, Agência Pública
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Jornalismo,
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Jornalista SRTE/GO 3196
Twitter: ROSIENY_TOMAZ
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quarta-feira, 20 de abril de 2016
Viagem ao Supremo Tribunal Federal - STJ em Brasília para banco de horas
A Faculdade Alfredo Nascer - Unifan, esta proporcionando uma experiencia impar aos alunos ativos no curso de Direito, regularmente matriculados nesta instituição.
O convite esta aberto para uma viagem ao Supremo Tribunal Federal - STJ em Brasília.
Esta viagem bate e volta, realizada em somente um dia é muito produtiva, também uma ótima oportunidade de assistirem sessões nesses tribunais. Além da experiencia de conhecer o Supremo Tribunal de Justiça, vale horas extra-curriculares com uso total de 20h aula, para complementar o banco de horas, obrigatório ao final do bacharelado.
Agradecimentos ao Diretório Central dos Estudante - DCE, na pessoa do seu presidente Anderson Bezerra, estendendo o convite para os interessados que ainda não tiveram esta experiencia viajando para Brasilia.
Alunos com expediente de serviço, podem solicitar uma declaração para negociarem em seus respectivos trabalhos.
-- Release
Rosieny Tomaz Pereira, Especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, pela Faculdade de Informação e Comunicação FIC – UFG
Jornalista SRTE/GO 3196
Diretora de Comunicação - DCE/UNIFAN
Será que temos vivido da maneira correta? Será que valorizamos o que é importante? Ou estamos apenas fazendo contas? Ainda somos homens? Ou nos transformamos em cogumelos?
O PEQUENO PRÍNCIPE: SOBRE BUSCAR COM O CORAÇÃO
Sobre o que realmente temos controle na vida? Às vezes, me faço essa pergunta e chego à conclusão que sobre pouquíssimas coisas. A vida é mesmo frágil, é a chama de uma vela como diria Shakespeare. Além de frágil é fugaz, passa rápido e, contemporaneamente, em um mundo de extrema fluidez, a sensação que tenho é que a vida passa sem que eu possa de fato senti-la.
Temos que fazer mil e uma coisas em um dia, quando não temos condições de fazer cinco com qualidade. Cheios de obrigações e sem tempo para nada, o tempo passa e a chama que nos mantêm vivos fica mais fraca. Esse tempo não volta e pior, não fica na memória, pois não o gastamos com o que de fato deveria ser gasto.
A obrigação em dar certo na vida, não nos permite parar, ainda que não saibamos para aonde estamos indo. Essa maneira de se comportar intensifica-se com a vida em uma sociedade capitalista, em que a obrigação em dar certo na vida resume-se em ganhar dinheiro. Vivemos sob o jugo da alta performance e exigência de um mundo cada vez mais dinâmico.
O que me preocupa é a forma como já estamos adaptados a viver dessa forma, sem questionar se essa é a melhor forma de viver, pois como disse, a vida é breve e por ser breve deve ser aproveitada naquilo que realmente importa. Um dia a gente acorda, os anos se passaram e perdemos a oportunidade de deixar a nossa marca no mundo, de dar um abraço e ganhar um sorriso. Ou seja, ser importante para alguém e fazer de um alguém, importante.
Devemos produzir, devemos correr, devemos “ter” coisas para mostrar, como se objetos definissem pessoas, mas, mesmo que definam, são definições muito superficiais. Nessa busca incessante por um sem número de coisas, existem pessoas em lugares que não querem estar, em trabalhos que não trazem nenhuma felicidade, em relacionamentos vazios e contentam-se, afinal nos vendem a ideia de que essa é uma vida feliz.
Nós a aceitamos, por medo, preguiça ou insegurança, de viver uma vida que realmente faça jus a nossa existência e àquilo que somos. Acreditamos que a vida, dessa forma, é levada a sério, que estamos fazendo “coisas sérias”. Como é tola a sabedoria que os adultos carregam. Mal sabem que as areias da ampulheta chegam ao outro lado e suas vidas são vividas como a dos outros, sem diferenças, sem essência, sem nada que possa fazê-los importantes.
Tantas coisas que passam por nós ao longo da vida, tantas coisas que vem e vão, tantos que não nos lembramos, tantos que não lembram de nós. Poderíamos ter nos ocupado de menos coisas, ter ficado mais tempo com o que faz o coração enternecer, chorado quando sentisse vontade e colecionado sorrisos para fortalecer a alma.
Mas não temos tempo para essas coisas. No mundo dos adultos só há tempo para as coisas sérias, para fazer contas, para o racional. Desse modo, ao longo do tempo vamos esquecendo quem somos e nos transformamos em máquinas ou qualquer outra coisa. Nem tudo pode ser contado e, assim, há coisas que somente são sentidas. Embora, tenhamos nos ocupado muito em deixar de sentir. E nos orgulhamos disso, pois somos homens “sérios”.
“Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: “Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!” e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!”
Como a sabedoria do principezinho é diferente da nossa. Cegos da nossa razão, estamos inchados de orgulho de uma vida que nós afasta dos outros e de nós mesmos. Acreditamos que a felicidade está na grandiosidade ou quantidade. Guardamos tralhas que no fim das contas, apenas nos deixam mais vazios. Tentamos cultivar milhares de pessoas, mas não temos tempo para cuidá-las e, logo, não colhemos nada. Shakespeare disse que a vida é a chama de uma vela; Quintana que a vida é breve; Niemeyer que a vida é um sopro. Eu vos digo que a vida só vale a pena, quando com pequenas coisas se ganha um sorriso. Acho que a vida do homem contemporâneo não se adéqua ao que penso, mas as pessoas grandes são muito esquisitas e isso não fui eu que disse, mas um frágil e pequenino sábio:
- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram... - Não encontram, respondi...É, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d’água... - É verdade. E o principezinho acrescentou: - Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...
© obvious: http://obviousmag.org/genialmente_louco/2015/o-pequeno-principe-sobre-buscar-com-o-coracao.html#ixzz46OR8BIzM Follow us: @obvious on Twitter | obviousmagazine on Facebook
Sobre o que realmente temos controle na vida? Às vezes, me faço essa pergunta e chego à conclusão que sobre pouquíssimas coisas. A vida é mesmo frágil, é a chama de uma vela como diria Shakespeare. Além de frágil é fugaz, passa rápido e, contemporaneamente, em um mundo de extrema fluidez, a sensação que tenho é que a vida passa sem que eu possa de fato senti-la.
Temos que fazer mil e uma coisas em um dia, quando não temos condições de fazer cinco com qualidade. Cheios de obrigações e sem tempo para nada, o tempo passa e a chama que nos mantêm vivos fica mais fraca. Esse tempo não volta e pior, não fica na memória, pois não o gastamos com o que de fato deveria ser gasto.
A obrigação em dar certo na vida, não nos permite parar, ainda que não saibamos para aonde estamos indo. Essa maneira de se comportar intensifica-se com a vida em uma sociedade capitalista, em que a obrigação em dar certo na vida resume-se em ganhar dinheiro. Vivemos sob o jugo da alta performance e exigência de um mundo cada vez mais dinâmico.
O que me preocupa é a forma como já estamos adaptados a viver dessa forma, sem questionar se essa é a melhor forma de viver, pois como disse, a vida é breve e por ser breve deve ser aproveitada naquilo que realmente importa. Um dia a gente acorda, os anos se passaram e perdemos a oportunidade de deixar a nossa marca no mundo, de dar um abraço e ganhar um sorriso. Ou seja, ser importante para alguém e fazer de um alguém, importante.
Devemos produzir, devemos correr, devemos “ter” coisas para mostrar, como se objetos definissem pessoas, mas, mesmo que definam, são definições muito superficiais. Nessa busca incessante por um sem número de coisas, existem pessoas em lugares que não querem estar, em trabalhos que não trazem nenhuma felicidade, em relacionamentos vazios e contentam-se, afinal nos vendem a ideia de que essa é uma vida feliz.
Nós a aceitamos, por medo, preguiça ou insegurança, de viver uma vida que realmente faça jus a nossa existência e àquilo que somos. Acreditamos que a vida, dessa forma, é levada a sério, que estamos fazendo “coisas sérias”. Como é tola a sabedoria que os adultos carregam. Mal sabem que as areias da ampulheta chegam ao outro lado e suas vidas são vividas como a dos outros, sem diferenças, sem essência, sem nada que possa fazê-los importantes.
Tantas coisas que passam por nós ao longo da vida, tantas coisas que vem e vão, tantos que não nos lembramos, tantos que não lembram de nós. Poderíamos ter nos ocupado de menos coisas, ter ficado mais tempo com o que faz o coração enternecer, chorado quando sentisse vontade e colecionado sorrisos para fortalecer a alma.
Mas não temos tempo para essas coisas. No mundo dos adultos só há tempo para as coisas sérias, para fazer contas, para o racional. Desse modo, ao longo do tempo vamos esquecendo quem somos e nos transformamos em máquinas ou qualquer outra coisa. Nem tudo pode ser contado e, assim, há coisas que somente são sentidas. Embora, tenhamos nos ocupado muito em deixar de sentir. E nos orgulhamos disso, pois somos homens “sérios”.
“Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: “Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!” e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!”
Como a sabedoria do principezinho é diferente da nossa. Cegos da nossa razão, estamos inchados de orgulho de uma vida que nós afasta dos outros e de nós mesmos. Acreditamos que a felicidade está na grandiosidade ou quantidade. Guardamos tralhas que no fim das contas, apenas nos deixam mais vazios. Tentamos cultivar milhares de pessoas, mas não temos tempo para cuidá-las e, logo, não colhemos nada. Shakespeare disse que a vida é a chama de uma vela; Quintana que a vida é breve; Niemeyer que a vida é um sopro. Eu vos digo que a vida só vale a pena, quando com pequenas coisas se ganha um sorriso. Acho que a vida do homem contemporâneo não se adéqua ao que penso, mas as pessoas grandes são muito esquisitas e isso não fui eu que disse, mas um frágil e pequenino sábio:
- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram... - Não encontram, respondi...É, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d’água... - É verdade. E o principezinho acrescentou: - Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...
© obvious: http://obviousmag.org/genialmente_louco/2015/o-pequeno-principe-sobre-buscar-com-o-coracao.html#ixzz46OR8BIzM Follow us: @obvious on Twitter | obviousmagazine on Facebook
quarta-feira, 20 de maio de 2015
quinta-feira, 17 de abril de 2014
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Release de sucesso
Um release é uma declaração contendo uma informação ou notícia, que é divulgada publicamente e encaminhada aos meios de comunicação.
Atualmente, o avanço da tecnologia proporciona novos recursos, que aprimoram e facilitam a difusão desse conteúdo e do release, conforme citamos no post sobre o release da geração 2.0. Para escrever um bom release, que obtenha êxito na utilização dos recursos que a web 2.0 permite, algumas dicas e técnicas devem ser cumpridas. Para ajudar na produção do release, segue um passo a passo de cada item.
TÍTULO
Escreva um título chamativo, direto e objetivo, que desperte a curiosidade do jornalista e do leitor. Exercite a criatividade e tente fazer com que o título seja envolvente como um texto de um anúncio publicitário ou atrativo como a chamada de uma notícia. Procure não se estender muito nas informações, para não ser repetitivo no subtítulo. O título pode conter até 160 caracteres, porém ele atingirá um indexamento de SEO melhor se tiver até 70 caracteres.
FOCO NO SEO – as palavras do título terão maior peso do que as outras palavras chave do release. Mecanismos de busca dão maior prioridade as palavras do título, portanto, pense de forma estratégica na hora de escolher o título.
SUBTÍTULO ou RESUMO
É uma breve descrição dos assuntos abordados no release, e deve ser pensando para aguçar a curiosidade dos jornalistas. Para facilitar, o subtítulo deve responder as perguntas: o que, quem, como, quando, onde e por quê. O conteúdo não deve ultrapassar um parágrafo, ou 450 caracteres.
FOCO NO SEO - o objetivo aqui é dar as informações relevantes, pois depois do título, o resumo tem a segunda maior relevância para indexação e ranqueamento dos mecanismos de busca.
Semana que vem, a parte dois do tutorial irá descrever a melhor forma de usar imagens no release e como construir o corpo do texto. Caso tenha surgido alguma dúvida sobre os assuntos abordados, sinta-se livre para perguntar no campo dos comentários.
Entre os diversos artifícios que a Web 2.0 permite na hora de escrever um release mais interativo, a escolha de imagens é um item que definitivamente se tornou obrigatório. Hoje, redações e jornalistas excluem sem ao menos ler, releases que não contenham imagens, e o ditado “uma imagem vale mais que mil palavras” nunca foi tão propicio como nos dias atuais. A imagem possui funções que vão muito além de apenas ilustrar o release, e a parte dois do tutorial é dedicada a explicar como utilizar melhor todos os recursos que uma imagem dispõe atualmente.
Escolha uma imagem que ilustre o conteúdo do seu release, e não dê bobeira, o mais importante é definir os atributos ALT e TITLE da imagem.
O ALT é a descrição que os buscadores utilizam para ajudar a definir o conteúdo da imagem e para indexá-la, é também o que aumenta o seu posicionamento no momento da busca por imagens. Quando o navegador por algum motivo não carrega a imagem, o atributo ALT é exibido em seu lugar. Na hora de escolher o ALT, procure não descrever o que é a imagem em si, mas sim o que ela representa e suprima o uso de palavras de parada (como, de, e, da, para). Por exemplo: a imagem de uma criança correndo atrás de uma bola, poderia ser descrita como “criança feliz brincando”.
O TITLE é a descrição que aparece quando o mouse passa por cima da imagem. Ele é essencial para a otimização da imagem, busque usar textos relacionados com o texto criado para o atributo ALT, mas não use textos idênticos.
FOCO NO SEO - Sites de busca, como o Google Images, utilizam esses atributos para indexar a imagem, quanto mais adequado a definição dos atributos ALT e TITLE em relação ao conteúdo, melhor será o posicionamento na hora da busca. Não é indicado repetir as palavras chave do release na descrição dos atributos ALT e TITLE.
Agora que já falamos do título, subtítulo ou resumo e das imagens do release, a terceira e última parte do tutorial irá tratar do corpo do texto. Algumas dicas e técnicas ajudam a escrever um texto mais conciso, para obter mais sucesso e clareza com as informações que se pretende divulgar no release.
Comece informando a data e a cidade e/ou Estado de abrangência do release para facilitar a segmentação geográfica e situar o leitor sobre de onde é o release que ele está lendo.
No primeiro parágrafo, elabore e esclareça as principais informações do seu release. Explique as questões que ainda não ficaram claras ou diretas. Poupe tempo e vá direto ao assunto.
Utilize o segundo parágrafo para desenvolver e contextualizar o release. Se necessário, forneça informações complementares, como pesquisas, citações e dados para dar veracidade ao conteúdo. Nos parágrafos finais forneça uma breve descrição da empresa ou da pessoa que está sendo divulgada e utilize links externos se possível. Os links serão otimizados com técnicas de SEO que aumentam o ranking do site.
Na hora de escrever o texto, mencione fatos interessantes, mas busque a objetividade, não use muitos adjetivos, não se repita ou se estenda demais. Por fim, revise o texto no corretor ortográfico, e se possível, peça que outra pessoa leia e revise o texto antes de publicá-lo.
FOCO NO SEO – aumente a visibilidade repetindo as palavras chaves do seu título no corpo do seu texto. Isso tornará seu release mais fácil de ser encontrado pelo público, pois aumenta o seu posicionamento nos sites de busca.
Atualmente, o avanço da tecnologia proporciona novos recursos, que aprimoram e facilitam a difusão desse conteúdo e do release, conforme citamos no post sobre o release da geração 2.0. Para escrever um bom release, que obtenha êxito na utilização dos recursos que a web 2.0 permite, algumas dicas e técnicas devem ser cumpridas. Para ajudar na produção do release, segue um passo a passo de cada item.
TÍTULO
Escreva um título chamativo, direto e objetivo, que desperte a curiosidade do jornalista e do leitor. Exercite a criatividade e tente fazer com que o título seja envolvente como um texto de um anúncio publicitário ou atrativo como a chamada de uma notícia. Procure não se estender muito nas informações, para não ser repetitivo no subtítulo. O título pode conter até 160 caracteres, porém ele atingirá um indexamento de SEO melhor se tiver até 70 caracteres.
FOCO NO SEO – as palavras do título terão maior peso do que as outras palavras chave do release. Mecanismos de busca dão maior prioridade as palavras do título, portanto, pense de forma estratégica na hora de escolher o título.
SUBTÍTULO ou RESUMO
É uma breve descrição dos assuntos abordados no release, e deve ser pensando para aguçar a curiosidade dos jornalistas. Para facilitar, o subtítulo deve responder as perguntas: o que, quem, como, quando, onde e por quê. O conteúdo não deve ultrapassar um parágrafo, ou 450 caracteres.
FOCO NO SEO - o objetivo aqui é dar as informações relevantes, pois depois do título, o resumo tem a segunda maior relevância para indexação e ranqueamento dos mecanismos de busca.
Semana que vem, a parte dois do tutorial irá descrever a melhor forma de usar imagens no release e como construir o corpo do texto. Caso tenha surgido alguma dúvida sobre os assuntos abordados, sinta-se livre para perguntar no campo dos comentários.
Entre os diversos artifícios que a Web 2.0 permite na hora de escrever um release mais interativo, a escolha de imagens é um item que definitivamente se tornou obrigatório. Hoje, redações e jornalistas excluem sem ao menos ler, releases que não contenham imagens, e o ditado “uma imagem vale mais que mil palavras” nunca foi tão propicio como nos dias atuais. A imagem possui funções que vão muito além de apenas ilustrar o release, e a parte dois do tutorial é dedicada a explicar como utilizar melhor todos os recursos que uma imagem dispõe atualmente.
Escolha uma imagem que ilustre o conteúdo do seu release, e não dê bobeira, o mais importante é definir os atributos ALT e TITLE da imagem.
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O TITLE é a descrição que aparece quando o mouse passa por cima da imagem. Ele é essencial para a otimização da imagem, busque usar textos relacionados com o texto criado para o atributo ALT, mas não use textos idênticos.
FOCO NO SEO - Sites de busca, como o Google Images, utilizam esses atributos para indexar a imagem, quanto mais adequado a definição dos atributos ALT e TITLE em relação ao conteúdo, melhor será o posicionamento na hora da busca. Não é indicado repetir as palavras chave do release na descrição dos atributos ALT e TITLE.
Agora que já falamos do título, subtítulo ou resumo e das imagens do release, a terceira e última parte do tutorial irá tratar do corpo do texto. Algumas dicas e técnicas ajudam a escrever um texto mais conciso, para obter mais sucesso e clareza com as informações que se pretende divulgar no release.
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No primeiro parágrafo, elabore e esclareça as principais informações do seu release. Explique as questões que ainda não ficaram claras ou diretas. Poupe tempo e vá direto ao assunto.
Utilize o segundo parágrafo para desenvolver e contextualizar o release. Se necessário, forneça informações complementares, como pesquisas, citações e dados para dar veracidade ao conteúdo. Nos parágrafos finais forneça uma breve descrição da empresa ou da pessoa que está sendo divulgada e utilize links externos se possível. Os links serão otimizados com técnicas de SEO que aumentam o ranking do site.
Na hora de escrever o texto, mencione fatos interessantes, mas busque a objetividade, não use muitos adjetivos, não se repita ou se estenda demais. Por fim, revise o texto no corretor ortográfico, e se possível, peça que outra pessoa leia e revise o texto antes de publicá-lo.
FOCO NO SEO – aumente a visibilidade repetindo as palavras chaves do seu título no corpo do seu texto. Isso tornará seu release mais fácil de ser encontrado pelo público, pois aumenta o seu posicionamento nos sites de busca.
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